quinta-feira, 6 de junho de 2013

Contos e Causos



Contos e Causos


“ O livro é um mundo porque cria mundos ou porque deseja subverter este nosso “ – M. Chaui
         Não posso dizer que venho de uma família leitora ou mesmo que venho de uma família que nega esse acesso. Venho de uma família humilde que sempre acreditou na força do trabalho e nos encontros familiares cujo habite era  contar um causo ou rir das gaiofas dos mais velhos.
         Na infância, por conta da vida de trabalho de meus pais, tive contato com as contações de histórias e causos, não havia o hábito de ler ou quando alguém os lia era em decorrência às obrigações escolares.
         Fui apresentada aos livros quando ingressei na escola primária, as famosas chamadas orais, o medo de errar e ser zombada eram latentes. Lembro-me que na quarta série, tive dois momentos interessantes: ler o livro Pollyana Menina e produzir um texto narrativo; li o livro pela metade e a copie uma narrativa de um livro hindu.
         Tive apenas o trabalho de fazer uma coesão e coerência, nada adiantou, pois a professora percebeu o plágio e mandou que redigisse outra, a vergonha foi gigantesca! No ginásio, a preocupação era com os verbos e a gramática, líamos muito pouco e quando líamos... Eram textos que não produziam o menor sentido.
         Minha experiência de leitura real foi na faculdade, graças ao professor de Literatura e a professora de produção de texto, que desvelou o mundo dos livros e me fez ficar no curso de Letras, pois eu ia desistir de do curso.
         Claudia Elaine Fernandes – Professora aprendiz de Língua Portuguesa
  

Um comentário:

  1. Oi Cláudia!
    Nossas experiências são inversas, eu lia muito enquanto criança e adolescente e na idade adulta a frequência de boas leituras reduziu consideravelmente! Mas o importante é que seguimos pelo mundo das letras não é mesmo?Glórias a Deus por isso!
    Abraços

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