Contos
e Causos
“ O
livro é um mundo porque cria mundos ou porque deseja subverter este nosso “ –
M. Chaui
Não posso dizer que venho de uma família leitora ou mesmo
que venho de uma família que nega esse acesso. Venho de uma família humilde que
sempre acreditou na força do trabalho e nos encontros familiares cujo habite
era contar um causo ou rir das gaiofas
dos mais velhos.
Na infância, por conta da vida de trabalho de meus pais,
tive contato com as contações de histórias e causos, não havia o hábito de ler
ou quando alguém os lia era em decorrência às obrigações escolares.
Fui apresentada aos livros quando ingressei na escola
primária, as famosas chamadas orais, o medo de errar e ser zombada eram
latentes. Lembro-me que na quarta série, tive dois momentos interessantes: ler
o livro Pollyana Menina e produzir um texto narrativo; li o livro pela metade e
a copie uma narrativa de um livro hindu.
Tive apenas o trabalho de fazer uma coesão e coerência, nada
adiantou, pois a professora percebeu o plágio e mandou que redigisse outra, a
vergonha foi gigantesca! No ginásio, a preocupação era com os verbos e a
gramática, líamos muito pouco e quando líamos... Eram textos que não produziam
o menor sentido.
Minha experiência de leitura real foi na faculdade, graças
ao professor de Literatura e a professora de produção de texto, que desvelou o
mundo dos livros e me fez ficar no curso de Letras, pois eu ia desistir de do
curso.
Claudia Elaine Fernandes – Professora aprendiz de Língua
Portuguesa
Oi Cláudia!
ResponderExcluirNossas experiências são inversas, eu lia muito enquanto criança e adolescente e na idade adulta a frequência de boas leituras reduziu consideravelmente! Mas o importante é que seguimos pelo mundo das letras não é mesmo?Glórias a Deus por isso!
Abraços